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Marcos Resende Coisas

Marcos Resende Coisas

Coisas de Mae West

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01.
Ama o teu próximo — e, se ele for alto, moreno e bonitão, será  muito mais fácil.


02.
Quando sou boa, sou ótima. Mas, quando sou má, sou muito melhor.

03.
Os diamantes são minhas medalhas de guerra. 

04.
As coisas chegaram a tal ponto hoje em dia que, se um homem abrir a porta para você passar primeiro, ele deve ser o porteiro. 

05.
Isto é uma arma no seu bolso ou você está  entusiasmado de me ver? 

06.
Entre dois males, escolho sempre o que ainda não experimentei. 

07.
Errar é humano — mas parece divino. 

08.
Já tive tantos homens na vida que às vezes acho que o FBI devia me procurar, quando quisesse comparar suas impressões digitais. 

09.
(Ao dizer que, antigamente, se envergonhava da vida que levava e ao ser perguntada se tinha mudado de vida): Não.  Simplesmente deixei de me envergonhar.

10.
Se os homens gostam de magras? Acho que não! A maioria dos homens gosta de mulheres que pareçam mulheres.  Qualquer um pode pegar um monte de palitos num restaurante — grátis. 

11.
Sou a favor da censura. Afinal, fiquei rica por causa dela. 

12.
Já fui tão pobre que nem sabia de onde viria o meu próximo homem. 

13.
O homem de quarenta é que está no ponto: tem mais educação, mais charme, mais postura — e mais dinheiro.

14.
Já estive em mais colos do que um guardanapo. 

15.
Deus deu as curvas às mulheres. Mas os costureiros efeminados acabaram com elas, criando roupas que só podem ser usadas por mulheres parecidas com espantalhos. Bolas, uma mulher pode ser fina e ter curvas!

16.
O beijo de um homem é a sua assinatura.

17.
Mantenha um diário, querida, e um dia ele a manterá.

18.
Mais vale um homem em casa do que dois na rua.

19.
Não são os homens em minha vida que importam, mas a vida em meus homens.

20.
Eu nunca iria para a cama com um completo desconhecido. A menos que este desconhecido fosse completo.

 

Mary Jane West nasceu em 1893, em Bushwick, no estado de Nova Iorque, filha do boxeador Jack West e de mãe francesa. Começou aos 5 anos a trabalhar no teatro. Estudou bailado, atuou em espetáculos de variedades e em 1918 lançou o shimmy, dança que explodiu nos anos 1920.

Escreveu novelas como The Constant Sinner e várias comédias, como Diamond Lil, caracterizadas pelo tom frívolo e picante. Algumas delas foram interpretadas pela própria Mae no teatro e no cinema.

Desde o começo da carreira, no Caf' Conc, em 1917, ela já chamava atenção com sua voz travessa, sensual, a silhueta de formas pronunciadas e a atitude, provocante. Converteu-se em pouco tempo no que se chama uma estrela.


A consagração veio em 26, com Sex, peça de sua autoria, que conta a história de uma prostituta do porto de Nova York. Tanto o texto quanto a forma de atuar de Mae West, eram de tal forma insólitos para a época, que os jornais se negaram a dar publicidade à obra. Apesar disso, o espetáculo resistiu a 375 apresentações com a casa lotada, até que a Sociedade para a Supressão do Vício conseguiu retirar a peça de cartaz. A autora foi condenada a 8 dias de prisão, por "corromper a juventude".

Em 28. escreveu Diamond Lil, que mais tarde se converteria em um filme com a descoberta de Cary Grant, por Mae West. Uma nova versão desse filme foi rodada na década de 1950. Anos mais tarde ele diria: "Convenci-me de que se pode dizer tudo em cena, sob a condição de utilizar um tom irônico". Sem dúvida, era necessária toda a ironia de Mae West para que os ousados diálogos de suas obras fossem tolerados em 1928.

No ano de 1932, chegou a Hollywood com um contrato da Paramount de 5.000 dólares por semana. Trabalhou sucessivamente em Night After Night, She Done Him Wrong (que bateu todos os recordes de bilheteria) e em I'm No Angel, todos eles filmes sem mensagens substanciais e de cujos roteiros participou, que destacavam seu "toque" sexy.

Durante todo esse período, o mito de Mae West, languidamente estendida em um sofá, ou envolvida por uma pele branca de raposa com um pródigo decote e uma das mãos apoiada na cadeira, invade a América. A foto da estrela pulula nos quartéis, os adolescentes a escondem em seus livros, os choferes a exibem em seus caminhões. Seu nome lembra o pecado tal como ele era concebido pela puritana América da época. O busto avantajado levou-a inclusive a "participar do esforço de guerra": a RAF (aviação britânica) deu seu nome aos coletes salva-vidas.


Os anos 1950 e a modificação da imagem da mulher viram Mae West afastar-se do cinema. Porém não do show business. Organizou então uma turnê por night-clubs, onde cantava seus êxitos de antes da guerra, cercada por jovens embevecidos muito mais por sua expressão corporal que por seu talento.

Em 55, a atriz publicou a coletânea de suas canções: The Fabulous Mae West. Em 1966, dois álbuns de rock. Desde então, só apareceu em dois filmes: Myra Breckenbridge, em 1969, e Sextet (Sexteto), em 1978, este último baseado em sua primeira obra, de 52 anos antes.

Mae West morreu no dia 22 de Novembro de 1980 aos 87 anos, após sofrer uma série de acidentes vasculares cerebrais.  

  
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